Glosa ordinaria

Um podcast sério sobre assuntos mais ou menos sérios para debater história, literatura e cultura medievais, sempre de olho em outras cronologias. Falamos sobre temas científicos mas também sobre quem trabalha nestes universos e os desafios que encontramos. Levantamos um pouco do véu sobre o trabalho académico, mas aqui ninguém fala de cátedra.

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Episodes

Wednesday Feb 11, 2026

Nesta semana, a Mariana e o Filipe debruçam-se sobre o nome incontornável dos primórdios do teatro português: Gil Vicente. Quem terá sido este homem? Foi o autor da custódia de Belém? Nasceu mesmo em Guimarães? As suas obras foram todas cómicas? Como é que Gil Vicente chega até nós? Muitas perguntas para uma longa conversa que encerra este díptico teatral.A encerrar o episódio: Delfins, "Vilancete de Abel", Breve Sumário da História de Deus: https://youtu.be/6b3mnmmToHc?si=SfmO59rUXs2GhvNX
Livros a consultar:
Teyssier, Paul (1982) Gil Vicente, o autor e a obra. Biblioteca Breve. https://share.google/mFAYSImSi7XjlmlbH
Teyssier, Paul (2005) A língua de Gil Vicente. INCMhttps://imprensanacional.pt/edicoes/a-lingua-de-gil-vicente/

Wednesday Jan 28, 2026

No regresso das entrevistas, a Joana e o Filipe conversam com uma convidada com um percurso rico, entre países, entre continentes e entre disciplinas: Elena Lombardo, filóloga por convicção, portuguesa por paixão. Presente e futuro da filologia, linguistica vs filologia, Inteligência artificial, boas e más edições são alguns dos temas desta conversa - com algumas polémicas à mistura...
Referências:
Trovato, P. (2014) Everything You Always Wanted to Know about Lachmann’s Method. A NonStandard Handbook of Genealogical Textual Criticism in the Age of Post-Structuralism, Cladistics, and Copy-Text. Padova: libreriauniversitaria.it.
Macaulay, D. (2016). The Way Things Work: Newly Revised Edition: The Ultimate Guide to How Things Work. New York: Clarion Books.
Eça de Queirós. (1980). A Tragédia da Rua das Flores. Ed. Mascarenhas Barreto. Lisboa: Livros do Brasil.
Eça de Queirós. (1980). A Tragédia da Rua das Flores. Ed. João Medina e A. Campos Matos. Lisboa: Moraes Editores.
Castro, I. (1980). A «Tragédia da Rua das Flores» ou a arte de editar os manuscritos autógrafos. Boletim de Filologia, 26, pp. 309-359.
Castro, I. (1995). «Filologia». Em: Biblos. Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, vol. 2. Lisboa: Verbo, cols. 602-609.

Wednesday Jan 14, 2026

Voltámos! O Glosa regressa com o primeiro de dois episódios sobre um dos géneros que ficaram por abordar nos nossos ciclos temáticos. Afinal, houve teatro em Portugal durante a Idade Média? Foi Gil Vicente o pai do teatro português? E o que é que se entende por teatro? Como evoluiu ao longo dos séculos XV e XVI? Se querem saber mais, ouçam este episódio, em que o Filipe e a Mariana procuram responder a estas e outras questões sobre teatro na Idade Média e nos inícios da Modernidade em Portugal...

#48 A Idade Média hoje

Wednesday Jul 02, 2025

Wednesday Jul 02, 2025

No episódio de hoje do Glosa Ordinária, o Filipe e a Joana recebem como convidada Ana Rita Soares, professora da Universidade Complutense de Madrid e especialista em Medievalismos na Literatura Contemporânea portuguesa e espanhola. Numa conversa muito estimulante, começou-se por discutir o que é o Medievalismo e quando e como surgiu, para depois se falar de como a Idade Média tem sido recriada na literatura e também nas outras artes. Discutem-se os diferentes tipos de recriação medieval, a relação com a autenticidade, e o papel das obras medievalizantes hoje — Escapismo? Crítica social? Identidade? Um pouco de tudo? Venham descobrir mais sobre este tema fascinante!

Wednesday Jun 18, 2025

No primeiro episódio, dedicado aos antecedentes do reino de Portugal, prometemos falar de Sisnando Davides. Como o prometido é devido, neste segundo episódio chegamos finalmente a Coimbra. Mas não ficamos por aí. No episódio de hoje, e tendo novamente como convidado o Professor Luís Carlos Amaral da Universidade do Porto, o Filipe e a Joana falam sobre o fascinante alvazil de Coimbra e do território que ele governou, de D. Teresa, mãe de Afonso Henriques, do seu percurso e do projeto político que a conduziu ao desfecho de São Mamede. Pelo caminho, cruzamo-nos ainda com outros agentes fundamentais no processo de formação de Portugal aos quais normalmente é dado pouco destaque.

#46 Luís Vaz de Camões II

Wednesday Jun 04, 2025

Wednesday Jun 04, 2025

Continuamos nos passos de Camões, na companhia de Zulmira Santos. Desta vez, detemo-nos na obra lírica e dramática do poeta. Como chegou até nós a poesia camoniana? Terá Camões realmente escrito todos os poemas que dizemos que são dele? Só alguns? Quais e como saber? Camões escreveu também peças de teatro: vale a pena descobri-las? E será que com estes dois episódios fica tudo dito sobre Camões? Estas são só algumas das perguntas que nos guiaram neste fascinante percurso. Venham connosco! 
 
Ligações:
Jean-Marie Fragonard, La Liseuse, 1772: https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Leitora
 
Luís de Camões, primeiras edições das Rimas:
1595) https://purl.pt/14880
1598) https://purl.pt/14706
 
As composições de Camões publicadas em vida:
Ode ao Conde de Redondo, publicada em 1563: https://purl.pt/22937
 
Soneto dirigido a dom Leonis Pereira, publicada em 1576: https://pt.wikisource.org/wiki/Vós_Nymphas_da_Gangetica_espessura
 
Outros poemas referidos no episódio:
1) O dia em que nasci moura e pereça:
https://pt.wikisource.org/wiki/O_dia_em_que_eu_nasci,_morra_e_pere%C3%A7a
 
2) Horas breves do meu contentamento:
https://pt.wikisource.org/wiki/Horas_breves_de_meu_contentamento
 
3) Ode sexta -  Pode um desejo imenso
https://viciodapoesia.com/2015/01/18/camoes-pode-um-desejo-imenso/
 
4) O poeta Simónides falando
https://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2024/05/uma-elegia-de-luis-de-camoes.html
 
5) Auto del Rei Seleuco
http://be.ae2serpa.pt/ficheirosbiblioteca/livrosdodominiopublico/Autores.Portugueses/seculo.XVI/obras/Camoes_Elrei_Seleuco.pdf
 
Grupo de teatro Maizum: https://www.teatromaizum.pt/producoes/
 
Edições críticas (Centro de Estudos Portugueses da Universidade de Genève): https://ciep-ge.ch/camoniana
 
Fernando Bouza -Corre Manuscrito: https://books.google.pt/books/about/Corre_manuscrito.html?id=tKKMDAAAQBAJ&redir_esc=y
 
Vitor Aguiar e Silva - Camões, labirintos e fascínios: https://loja.dglab.gov.pt/incompleto-cam%C3%B5es-labirintos-e-fasc%C3%ADnios
 
Rui Loureiro - Camões em Macau: Um Mito Historiográfico: https://www.academia.edu/6982088Cam%C3%B5es_em_Macau_Um_Mito_Historiogr%C3%A1fico_2003
 
Eduardo Ribeiro  - Camões em Macau: https://www.bertrand.pt/livro/camoes-em-macau-eduardo-ribeiro/14873805
 
Vanda Anastácio - Nota breve acerca de El rei Seleuco: http://www.vanda-anastacio.at/articles/1_Nota%20El-Rei%20Seleuco_locked.pdf
 
Carlota Simões - As duas Vénus dos Lusíadas: https://www.academia.edu/113440631/VÉNUS_DEUSA_E_PLANETA_N_OS_LUSÍADAS
 
Francisco Rico - Petrarca en siete minutos: https://www.youtube.com/watch?v=67YyGaNJcLE&ab_channel=Fundaci%C3%B3nJuanMarch
 
Barbara Spaggiari  e Rita Marnoto: Edição crítica de Camões na 
Academia das Ciências: https://www.youtube.com/live/7TPltFOBAE0?feature=shared
 
Francesca de Rimini: https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisca_de_R%C3%ADmini
 
João de Sacrobosco: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_de_Sacrobosco
 
Sonho de Cipião (Cícero): https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Sonho_de_Cipi%C3%A3o 

Wednesday May 21, 2025

Elfos, anões e perigosas demandas… Esta semana, voltamos à fantasia com um segundo episódio sobre medievalismo e literatura, desta vez sobre a obra de Tolkien. A Joana e a Mariana falam sobre o impacto do universo literário criado pelo "pai" da literatura fantástica na nossa percepção sobre a Idade Média como ambiente ideal para a fantasia. Qual o impacto da carreira académica de Tolkien (filólogo e estudioso da cultura medieval anglo-saxónica) no seu trabalho? Como é que o Senhor do Anéis moldou a literatura fantástica posterior? E além da literatura, qual o legado de Tolkien na cultura pop? Deixem-se tentar e acompanhem esta saga connosco...

Wednesday May 07, 2025

Voltamos esta semana com mais um episódio, o último dedicado à poesia trovadoresca, desta vez sobre aquelas que serão talvez as cantigas menos compreendidas e apreciadas: as Cantigas de Santa Maria. Para isso, a Mariana, o Filipe e a Joana convidam o especialista e editor das cantigas, Stephen Parkinson (U. Oxford), para explorarem melhor este curioso projeto de Afonso X. Afinal, o que são estas cantigas? Qual o propósito do rei ao compô-las? Quais as suas origens e destino? Serão assim tão aborrecidas como à primeira vista poderíamos pensar? Falamos sobre isto e muito mais (incluindo animais de estimação, padres que roubam panos para fazer cuecas e ovelhas falantes) neste novo episódio! Não percam!
Ligações:
Bases de dados das cantigas:
Cantigas de Santa Maria (editadas por Stephen Parkinson): https://csm.mml.ox.ac.uk
Códices
Rico: https://rbme.patrimonionacional.es/s/rbme/item/11337#?xywh=-3073,-1,9888,5616 Toledo: https://bdh-rd.bne.es/viewer.vm?id=0000018650
Musicos: https://rbme.patrimonionacional.es/s/rbme/item/11338#?xywh=-2741,-246,8659,4917
Milagros de Gonçalo de Berceo: https://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/milagros-de-nuestra-senora--1/html/
 
Cantigas mencionadas
Cantiga 18 (bichinho-da-seda): https://csm.mml.ox.ac.uk/pdf/18.pdf
Cantiga 122 (Beatriz): https://csm.mml.ox.ac.uk/index.php?p=poemdata_view&rec=122
(edição não crítica: http://www.cantigasdesantamaria.com/csm/122)
Cantiga 354 (furão/ donezinha): https://csm.mml.ox.ac.uk/pdf/354.pdf
Cantiga 104 (uma mulher rouba  uma hóstia e é castigada): https://csm.mml.ox.ac.uk/index.php?p=poemdata_view&rec=104
(edição não crítica: http://www.cantigasdesantamaria.com/csm/104)
Cantiga 147 (a ovelha falante): https://csm.mml.ox.ac.uk/pdf/147.pdf
Cantiga 59 (uma monja leva uma palmada de um crucifixo): https://csm.mml.ox.ac.uk/pdf/59.pdf
As cantigas preferidas de cada um:
Joana: cantiga 327: https://csm.mml.ox.ac.uk/index.php?p=poemdata_view&rec=327
(edição não crítica: http://www.cantigasdesantamaria.com/csm/327)
Filipe: cantiga 316: https://csm.mml.ox.ac.uk/index.php?p=poemdata_view&rec=316
(edição não crítica: http://www.cantigasdesantamaria.com/csm/316)
Stephen Parkinson: cantiga 7: https://csm.mml.ox.ac.uk/pdf/7.pdf
Mariana: cantiga 354: https://csm.mml.ox.ac.uk/pdf/354.pdf
A conta de Twitter/X de Stephen Parkinson: @CantigasOxford 

Wednesday Apr 23, 2025

Neste episódio fala-se de origens. Desde logo, o que motivou este episódio foi um pedido feito por um dos nossos ouvintes que queria saber mais sobre Sesnando Davides de Coimbra. O Filipe e a Joana aceitaram o repto e convidaram o Professor Luís Carlos Amaral, docente e investigador em História Medieval na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, para falar do papel desta figura nas origens do reino de Portugal. No entanto, e porque falar de origens é assunto complexo, acabamos por não chegar a falar de Sisnando Davides (deixamos já a promessa: ele virá a palco muito em breve!). De que se falou então, e por que razão não chegamos (ainda) a Coimbra? Da relação entre as entidades políticas e eclesiásticas e o espaço, discutimos o conceito de territorialização e as suas implicações, e analisamos o papel das instituições eclesiásticas no processo de construção do reino de Portugal.
 
Ligações:
Garcia de Cortázar: Del Cantábrico al Duero: trece estudios sobre organización social del espacio en los siglos VIII a XIIIhttps://books.google.pt/books/about/Del_Cant%C3%A1brico_al_Duero.html?id=VUzdfJc3SrIC&redir_esc=y
Crónica(s) de Afonso III das Astúrias:https://es.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nica_de_Alfonso_III
Cláudio Sánchez Albornoz: https://es.wikipedia.org/wiki/Claudio_S%C3%A1nchez-Albornoz.
Ángel Barrios: https://gredos.usal.es/bitstream/handle/10366/69668/Repoblacion_de_la_zona_meridional_del_Du.pdf?sequence=1
Concílio de Coyanza: https://es.wikipedia.org/wiki/Concilio_de_Coyanza
Dictatus papae: https://es.wikipedia.org/wiki/Dictatus_Papae
Historia Silense/Legionesis: https://es.wikipedia.org/wiki/Historia_legionense
Relato do Cruzado Raul de Glandville: https://www.goodreads.com/book/show/7366425-a-conquista-de-lisboa-aos-mouros
Parrochiale Suevorum: https://pt.wikipedia.org/wiki/Parochiale_suevorum
Censual do bispo dom Pedro de Braga: https://pt.wikipedia.org/wiki/Censual_de_entre_Lima_e_Ave
Vida de São Geraldo: Bernardo, Arcediago de Braga – Vida de São Geraldo. 2ªed. (Trad., notas e pref.) José Cardoso. Braga: Livraria Cruz, 1959
Bula de Urbano II a Iria-Flávia: https://xacopedia.com/Veterum_Synodalium
Bernard Reilly: https://onlinebooks.library.upenn.edu/webbin/book/lookupname?key=Reilly,%20Bernard%20F.,%201925- 
 

Wednesday Apr 09, 2025

O episódio desta semana é o terceiro do ciclo dedicado à poesia trovadoresca. Desta vez, falamos das cantigas de amigo, que apesar de muito conhecidas nem sempre são bem entendidas. Onde e como surgiram? De que temas tratam? Que formas e recursos as caracterizam? O que é que na verdade retratam estas vozes femininas? Enfim, o que é que torna as cantigas de amigo tão únicas dentro do panorama trovadoresco? Nesta conversa, a Mariana e a Joana recebem a Carla Correia, doutorada em Literatura Medieval e membro integrado do Instituto de Filosofia (U. Porto), para pensar e falar sobre estas e outros aspetos deste fascinante género. No final, as três amigas leram algumas das suas cantigas preferidas… e será que bailaram todas três, velidas?
 
Links:
Nuno Fernandes Torneol, "Levad'amigo":
https://cantigas.fcsh.unl.pt/cantiga.asp?cdcant=662&tr=4&pv=sim
João Airas de Santiago, "Todalas cousas vej'eu partir"
https://cantigas.fcsh.unl.pt/cantiga.asp?cdcant=970&tr=4&pv=sim
João Zorro, "Em Lixboa sobre lo mar"
https://cantigas.fcsh.unl.pt/cantiga.asp?cdcant=1177&pv=sim*
Airas Nunes, "Bailemos nós já todas três"https://cantigas.fcsh.unl.pt/cantiga.asp?cdcant=883&tr=4&pv=sim
 
PS. agradecemos ao Vítor Guerreiro pela ajuda na edição do episódio
 

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